ENTREVISTA MARIA LUIZA LAZZARESCHI
- contacthouseofwand
- 17 de out. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 23 de out. de 2025
Para Maria Luiza Lazzareschi, viajar é uma forma de conexão — com o mundo, com culturas pouco conhecidas e, acima de tudo, consigo mesma. Amante dos animais e apaixonada por destinos fora do comum, ela encontrou algo verdadeiramente especial na África. O vínculo foi tão profundo que, hoje, ela tem até um elefante lá. Sim, você leu certo.

Conheça Maria Luiza
A paixão de Maria Luiza por viagens começou cedo, inspirada pelo amor dos pais em descobrir novos lugares. Desde pequena, ela e a irmã foram incentivadas a explorar o mundo — mas com uma regra importante: primeiro, precisavam conhecer o próprio país.
Seus pais acreditavam que, antes de pisar em terras distantes, as meninas deveriam compreender a riqueza e a diversidade do Brasil. Assim, suas primeiras aventuras as levaram pelas principais capitais do país, de norte a sul, ajudando a formar o profundo apreço de Maria Luiza pela cultura e pelas paisagens brasileiras.
Depois de conhecer boa parte do Brasil, a família começou a viajar para o exterior, com a Europa como destino favorito — especialmente Itália, Portugal e Espanha. Mais tarde, Maria Luiza deu continuidade à sua jornada internacional ao se mudar para os Estados Unidos para estudar, ampliando não apenas seus horizontes acadêmicos, mas também sua visão de mundo.
“É impossível não se apaixonar por viajar”, diz Maria Luiza. “Você aprende tanto, conhece novas pessoas e cria todo tipo de conexão — com a história, a cultura, a geografia, a natureza... e isso é uma sensação maravilhosa.”
Para ela, viajar não é apenas riscar destinos de uma lista — é vivenciar o mundo de forma mais profunda e significativa. Cada viagem deixa uma marca, acrescenta uma história e abre uma nova perspectiva.
Sua paixão pela África
A profunda conexão de Maria Luiza com a África começou com seu amor de longa data pelos animais. Ela é absolutamente apaixonada por eles — tanto que é vegetariana há 25 anos.
“Simplesmente não me sinto confortável em comer animais”, explica. “É uma escolha pessoal. Não tento convencer ninguém a fazer o mesmo, e não julgo quem come carne. Cada um deve fazer o que sente ser certo para si.”
Essa empatia e respeito por todos os seres vivos naturalmente a aproximaram da África, onde a vida selvagem e a beleza bruta da natureza a tocaram de uma forma profunda. É um lugar que despertou algo dentro dela — um vínculo que ela carrega até hoje.

Sua primeira viagem à África
A primeira viagem de Maria Luiza à África a levou diretamente ao Quênia e à Tanzânia — uma jornada que marcou um verdadeiro ponto de virada em sua vida. Foi lá que ela descobriu o Sheldrick Wildlife Trust, uma organização que resgata elefantes órfãos, cuida deles por cerca de dois anos e, depois, os reintroduz na natureza.
Muitos desses elefantes ficam órfãos por causa da caça ao marfim — algo que ela considera absolutamente devastador e sem sentido no mundo de hoje — enquanto outros perdem suas famílias por causas naturais.
Profundamente comovida pelo trabalho da organização, Maria Luiza começou a adotar elefantes por meio do projeto. Já se passaram dez anos desde que ela iniciou esse apoio aos órfãos em Nairóbi, no Quênia — um compromisso que reflete não apenas seu amor pelos animais, mas também sua crença na importância de proteger as criaturas mais vulneráveis do planeta.

Desde então, a maioria das viagens de Maria Luiza a levou de volta à África — um continente onde ela encontrou não apenas uma cultura marcadamente diferente, mas também um sentido de propósito. Ela se sentiu profundamente atraída pela simplicidade das comunidades locais e inspirada pelo desejo de ajudar de maneiras significativas.
Em uma dessas viagens, ela foi a Ruanda para ver os famosos gorilas-das-montanhas. Enquanto estava em Kigali, a capital, ela se deparou com uma iniciativa local que ajudava famílias a construir casas tradicionais de barro feitas à mão. Comovida com a resiliência e a acolhida do povo, Maria Luiza se envolveu com o projeto e passou a apoiar os esforços da comunidade.
Sua conexão com a África vai muito além da vida selvagem e das paisagens — está enraizada nas pessoas, nas histórias e em um senso compartilhado de humanidade.


Destinos favoritos
Maria Luiza costuma escolher viajar sozinha — não por necessidade, mas por preferência. “Quando você está sozinha, realmente se integra ao ambiente, à cultura e à comunidade local”, ela diz. “Você aprende a viver no ritmo do lugar em que está.” Essa forma de encarar as viagens se aplica não apenas à África, mas também à Europa, à Ásia e aos Estados Unidos.
Independentemente do destino, Maria Luiza sempre prioriza a natureza. Na Itália, por exemplo, ela se sente mais atraída pelas Dolomitas do que pelas cidades movimentadas. Recentemente, também explorou as Ilhas Galápagos — o berço da teoria da evolução de Darwin — outro destino que reflete sua paixão por ecossistemas únicos e pelo mundo natural.
Hospedagens favoritas
Maria Luiza costuma se hospedar em lodges deslumbrantes, muitas vezes administrados pela &Beyond, uma renomada empresa que atua em diversos locais incríveis na África.Embora os ambientes sejam luxuosos, sua forma de viajar é profundamente imersiva — ela busca experiências autênticas, conectadas à natureza e à cultura local.
Por onde começar se você quer conhecer a África?
É claro que viajar pela África nem sempre é simples — pode ser caro e requer um bom planejamento. Mas, para quem está começando a explorar o continente, Maria Luiza recomenda começar pela África do Sul.
“É mais acessível, mais fácil de se locomover e uma ótima introdução às paisagens e à vida selvagem africanas”, ela explica. “Os safáris lá são um pouco mais estruturados — você não precisa acampar no meio da natureza selvagem como no Serengeti, na Reserva Maasai Mara ou no Delta do Okavango, em Botsuana.”
Para os viajantes de primeira viagem, a África do Sul oferece um bom equilíbrio entre conforto e aventura — sem perder a magia da natureza e da cultura africanas.


Lista de desejos de viagem
Próximo destino na lista de desejos de Maria Luiza? Japão.É um lugar que há muito tempo a fascina — um país onde tradição e inovação coexistem, e onde ela espera mergulhar profundamente em mais uma cultura rica e única.



Comentários